Tenho uma janela
que dá para o mar
O mar está perto
fremente de espuma
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondas tombando ininterruptamente
Nas vastas águas que as remadas medem
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim
Que momentos há em que suponho:
ser a concha das praias,
ser a vaga perdida,
ser o peito sequioso
Que em vão chama, em vão procura
O inconsciente imortal
Donde vem essa voz, ó mar amigo?
Talvez a voz do Portugal antigo.
Ó mar salgado!
Puríssimo. Doirado
Filomena Martins, Alexandra Magalhães, Glória Campos
sábado, 24 de abril de 2010
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