Esta vida de marinheiros está a dar cabo de mim
ta...ta...ta...ta...ta...ta...
É tão rica a nossa vida
é tão cheia de aventuras
Em cada porto de abrigo
Uma sereia murmurando
Palavras recheadas de ternura...
Sob o sol abrasador
No cávado, as amarras soltamos
Desejosos de partir
Nem dos oceanos nos importamos
Rumo ao largo Oceano
A viagem encetamos
E o nosso hino cantamos
Esta vida de marinheiros está a dar cabo de mim
ta...ta...ta...ta...ta...ta...
Remoinhos, vagas, monstros marinhos
Tempestades, trombas marítimas
Adamastores, com coragem enfrentamos
Ansiosos por as sereias abraçarmos
Enfeitiçados pelo seu canto
Para uma ilha nos dirigimos
Mas chegados lá, não as avistamos
E com uma medonha figura
Nos deparamos
Cabelos desgrenhados, barba hiresuta,
Andrajosas roupagens trajando
Olhos brilhantes e ansiosos
A sua história nos foi narrando...
Esta vida de marinheiros está a dar cabo de mim
ta...ta...ta...ta...ta...ta...
Ao mar alto regressamos
De Robinson acompanhados
Pelo astrolábio orientados
A nossa rota reencontramos
A tal ilha que sonhámos
De longe a vislumbramos
E com saltos de alegria festejamos
E eis que de repente
Do canhão troou
E os nossos corações abalou
Negras hastes se aproximaram
E os piratas nos atacaram.
Esta vida de marinheiros está a dar cabo de mim
ta...ta...ta...ta...ta...ta...
Depois de sanguinário confronto
Vitoriosos ficamos
E para a desejada ilha
Alegres nos encaminhamos
Soberbas praias, águas cristalinas
Vegetação luxuriante
Inquietos aportamos
De novo o canto da sereia escutamos
Sensuais abraços nos enliaram
E para as suas alcovas nos convidaram
Esta vida de marinheiros está a dar cabo de mim
ta...ta...ta...ta...ta...ta...
Filomena Leão Martins, Alexandra Magalhães, Júlia Ferreira e Glória Campos
08/05/2010