
Os violinos tocam e a música acorda ao raiar do dia
Ao som dos acordes as manhãs são líricas
Soltam-se versos e faz de conta que o tempo é uno
Uma garçalinda quase silenciosa nos repousa
Maria é a garça ou talvez graç(a) (a)inda
E os concertos lavam as horas
Onde os poetas moram na eternidade
Das palavras brancas de cal e mar
Inventam-se animais estranhos
Consertam-se sílabas e gostos
Serenamente
Nas calmas manhãs da Primavera
Onde a poesia é uma ilha cercada
De sabores por todos os lados
Gosto diz a sílaba
E a música escuta o bater do coração
Como o crepitar da casta(nha)
No calor apetitoso da (la)eira
No frio rigoroso do Inverno
Os violinos tocam
Solta-se a música
O coração arde
O tempo voa
A ave canta
O violino soletra
Sou poeta.
Obrigada, Gracinda!
Mil acordes de beijos dos violinistas de 2010 – Casa do Professor-

































