A Vera, que não é minha prima,
Anunciou a chegada da estação que me anima!
Amigo, ela vem de mansinho,
Timidamente sua presença anuncia
Num belo canto do passarinho,
Acompanhado por acordes da cotovia.
Sua chegada não passa despercebida
Mesmo aos animais mais incautos.
Sente-se o ritmado pulsar da vida
Por entre planícies, vales e socalcos.
Vem depressa, musa inspiradora,
Pinta meu espírito de alegres tonalidades;
Leva para longe a chuva atormentadora
Que em minh’alma cultivou enfermidades.
Vem, Primavera, traz a tua infinita alegria;
Sem ti eu nada seria!
António Azevedo
domingo, 23 de maio de 2010
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