Deixa contar…
Era uma vez…
O senhor mar…
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim…
Mar sonoro…
É tão funda intimamente a tua voz
Que momentos há em que eu suponho
Que a tua beleza aumenta quando estamos sós
E para trás fica o murmúrio
Do meu mais secreto sonho
Mar sem fundo…
Em todos os cantos do mundo
Há uma hora de fogo para o azul
Há um mar imaginário aberto em cada página
Onde as plantas são animais
E o teu ventre são conchas e corais
Mar sem fim…
Eu sou quem vaga perdido
À procura de um irmão
Bati-me mil vezes no chão
A desfazer-me ao sol, ao vento, à chuva
Encontrei a própria liberdade!
Paula Antonione; Mónica Suarez; Conceição Barbosa; Luísa Sales
domingo, 9 de maio de 2010
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