
Eu sou um rupagalão
Vivo no quintal da avó
Sou da cor do arco-íris
Cheiro a campo e a feno
Com um manto aveludado
Passeio-me majestoso
E não ligo a ninguém
Por todos sou desprezado
E de morte ameaçado:
“Vais acabar na panela,
Serás arroz de cabidela!”
Ai, que grande aflição.
Co-co-gru-ão, co-co-gru-ão , co-co-gru-ão
Bico, pico, corro, canto
Não encontro salvação
Assado ou grelhado
Meu destino é ser comido
Na merenda de Verão!
Rosa, Fátima e Judite
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