segunda-feira, 24 de maio de 2010

ConSerto para ConCerto

Que é a poesia?
Tu dirias
Uma ilha
Sob a cúpula sombria
Sob o arco da aliança
Todo o tempo é de poesia

Sou poeta
Penso e escrevo como as flores têm côr
Um misto de oração e de feitiço
Eu canto porque o instante existe
Não sou alegre nem triste
E a minha poesia é natural
Como o levantar-se o vento
Isto não é silêncio...

Silêncio insurecto!
deixem falar os poetas
Eu preciso de pôr
A minha alma no trabalho
Olho-me e comovo-me
Sou talvez o pedreiro curioso
Quando a única coisa artística
É a terra toda!

Filomena Leão Martins, Alexandra Magalhães
27/03/2010

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