Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Eu mesmo envelheci… já não sonho!
Perguntas-me o motivo de tal desconcerto?!
Eu te respondo com um “não sei”enfadonho.
Sabes, mãe, que saudades eu tenho
Do teu afável beijo protector!
Ele me daria agora força e engenho
Para enfrentar este vazio desolador!
Como eu desejo à infância regressar,
E de novo sentir tua infindável alegria!
Saborear tuas palavras que faziam sonhar
Esta alma agora eternamente doentia!
Meu anjo da guarda, acompanha-me neste caminhar!
Sem ti, eterno luzeiro, minha errância nada seria!
António Azevedo
domingo, 23 de maio de 2010
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