Diz-me, meu amor
Diz-me, por favor
Da tranquilidade
O azul é a cor
Mas o azul
É essa a cor?
Diz-me, não te cales
Diz-me, mas não fales
Dos teus olhos
O azul é a dor
Do Além;
O azul é a cor!
Mas o azul
É essa a cor?
Diz, se é segredo
A mim podes confessar!
Da glória tripeira
O azul é a cor.
Mas é esse o azul
Que eleva o seu valor?
Não é segredo nenhum
Eu digo, sem medo algum:
O azul é confiança!
A cor do azul
É ansiada temperança
Que nos liberta deste lamacento paul!
António Azevedo
domingo, 23 de maio de 2010
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